dezembro 22, 2005

Que você seja feliz!

dezembro 08, 2005

Ser como a semente...

"O ser humano é semente de Deus - porque a consciência humana é apenas o começo. Ela precisa crescer, crescer e crescer, e chegar a um ponto em que se torne universal. A natureza é suficiente! Você deve permiti-la simplesmente, deve ser receptivo a ela e caminhar com confiança, porque somente em confiança você pode caminhar.

Se a semente perguntasse: "Qual é a garantia de que, se eu sair da minha casca, que me encobre e protege, eu me desenvolverei até chegar a ser uma árvore? Qual é a garantia? E, se não houver garantia, eu me prenderei à minha casaca", o que aconteceria? Se o pássaro no ovo dissesse: "Como posso sair? Quem pode me garantir que aquele será um mundo melhor do que esse que já estou?", o que aconteceria?

A casca é uma segurança, ela protege. O pássaro está bem protegido no ovo, mas isso não é vida, isso é como a morte - completamente protegida, mas protegida numa sepultura.

E quem pode garantir? Não há ninguém para lhe dar garantia. Você precisa confiar. A semente confia e se dissolve na terra, germina até ser uma bela árvore, floresce, desfruta a existência, fica extasiada.

O pássaro sai do ovo, deixa o conhecido pelo desconhecido, abre as asas e penetra no vasto céu. Ele simplesmente abre as asas e se sente extasiado sobre elas, voa e atinge o mais distante recanto do céu – ele penetra no desconhecido.

É assim que pode ser com você. Você é uma semente, um ovo, é uma possibilidade.”

Osho in “Harmonia oculta”, Ed. Cultrix [citado no Almanaque do Pensamento 2006].

dezembro 02, 2005

A Lenda da Vela Azul


Essa nos contou também Malba Tahan, em nome de Alá, Clemente e Misericordioso! Durante uma grande festa que se realizava no palácio, resolveu o rei Hassan Kamir fazer uma surpresa a seus inúmeros convidados.
Mandou, pois, chamar o sábio Hakk Zida, mago de grande renome, que se achava de visita em seu país, e disse-lhe, apontando para o rico salão repleto de nobres, vizires e fidalgos:
- Desejo, ó xeque, surpreender os meus convidados desta noite com uma maravilha qualquer. Terás uma recompensa de cem dinares de ouro se conseguires, com o teu poder mágico, deslumbrar a todos os cortesãos que aqui se acham.
Respondeu o moço, inclinando-se respeitoso e beijando a terra entre as mãos:
- Ó Rei do Tempo! A vossa ordem está sob os meus olhos e dentro do meu coração! Conheço, como sabeis, não só a Grande Magia, como os mistérios mais negros das Ciências Ocultas. Vou realizar, para encanto de vossos olhos e divertimento de vossos convidados, a grande mágica da vela azul!
- Que mágica é essa, da vela azul? – perguntou o rei. – Jamais ouvi falar em semelhante coisa.
O ilustre feiticeiro, depois de tirar de sua bolsa escura uma vela azul, explicou ao soberano:
- Vou acender, uma vez proferidas algumas palavras cabalísticas, esta pequena vela azul. A chama, a princípio clara e límpida, ir-se-á tornando pouco a pouco, azulada. Quando a chama estiver completamente azul, vereis, ó Rei, operar-se maravilhosa transformação nesta festa: todas as pessoas, fidalgos ou damas, que trouxerem, como adorno, peças de vestuário ou jóias que não lhe pertencerem, ficarão sem essas jóias ou sem essas peças! Desaparecerão, enfim, todos os objetos que não estiverem servindo a seus verdadeiros donos!
E, notando o espanto que suas palavras haviam causado ao rei, o mago achou de bom aviso acrescentar os seguintes esclarecimentos:
- Vedes ali, por exemplo, aquele fidalgo que ostenta no peito várias condecorações? Se essas insígnias não lhe pertencerem, desaparecerão pelo efeito mágico da vela azul! Aquela jovem e encantadora criatura, que conversa alegremente com o embaixador persa, traz uma belíssima capa, tão alva como os seus ombros de neve; é certo que, pelo encantamento da vela azul, a capa desaparecerá – tornando-se invisível – se a jovem que a exibe não for a sua verdadeira dona! E assim acontecerá, ó Rei! E os objetos desaparecidos só voltarão a aparecer quando se apagar a chama milagrosa da vela azul!
- Essa mágica será deslumbrante! – afirmou o rei, sem ocultar a intensa alegria que o dominava. – Desejo que a executes o mais depressa possível, pois estou ansioso por ver-lhe o desfecho surpreendente!
- Escuto-vos e obedeço-vos – respondeu o mago.
E, depois de pronunciar em voz baixa algumas palavras, acendeu a vela azul, utilizando-se de uma lanterna que se achava ao alcance da sua mão. Dentro de poucos minutos o encanto da magia iria colher, numa grande surpresa, os desprevenidos nobres que enchiam de alegria o salão suntuoso do palácio.
O grão-vizir do rei Hassan, que ouvira a combinação feita com o mago, disse, em tom confidencial, ao soberano.
- Acho prudente, ó Rei, impedir que esse feiticeiro realize a mágica infernal que acaba de prometer. A vela azul, estou certo, iria causar em vosso palácio um escândalo nunca visto!
- Escândalo? – exclamou o rei. – Escândalo por quê? Não achas, ó Vizir!, que seria divertido ver-se a atrapalhação de um fidalgo despojado de suas medalhas e o rubor de uma dama despedida de sua capa de arminho? Não leves a tua timidez a tal extremo, pois muita surpresa nos reserva, com certeza, a mágica da vela azul!
Replicou o grão-vizir:
- A surpresa, feita sem cautela, pode trazer consigo a vergonha e a desonra. Vejo-me forçado a levar ao vosso conhecimento uma particularidade que naturalmente ignorais.
E, ao ouvido do rei, muito em segredo, o digno ministro assim falou:
- A vossa digna esposa – nossa incomparável rainha – ostenta, na festa de hoje, um vestido cor-de-rosa que é um deslumbramento de arte e fino gosto. Acontece, porém, que esse maravilhoso vestido foi feito especialmente para uma das damas de honra, e a rainha, ao vê-lo hoje, pela manhã, ficou encantada. A gentilíssima dama não teve dúvidas em cedê-lo a Sua Majestade, e deixou, com tal sacrifício, de comparecer a esta festa. Meditai, ó Rei, sobre as consequências da ação mágica da vela azul. É possível que a vossa esposa, despida de um vestido que por casualidade não lhe pertence, apareça, aos olhos de vossos convidados, nua como uma bailarina hindu! E não será isso um vexame para a vossa família e uma desonra para o vosso nome? Bem certo estou de que não consentireis esse escândalo. Uma rainha inocente e casta não pode, em consequência de um capricho, servir de pasto à cupidez de todos os olhares!
Ao ouvir a inesperada revelação do grão-vizir, o rei ficou trêmulo, como se ouvisse a notícia de uma declaração de guerra ou fosse prevenido de uma nova revolução. Para o rei Hassan Kamir a pilhéria que ia atingir e humilhar os seus súditos deixou de ter interesse, uma vez que poderia ferir com o ridículo a sua estremecida esposa.
- Não permitirei – declarou, arrebatado – que se realize em meu palácio essa diabólica artimanha da vela azul. Não posso expor os meus convidados a um desgosto ou a um vexame!
E, tirando da cintura uma bolsa cheia de moedas de ouro, despejou-a sobre a vela azul do mago, apagando a chama que ia produzir o espantoso encantamento.
- Guarda esse ouro, ó Sábio alquimista! – ordenou, secamente, dirigindo-se ao feiticeiro. – Estás dispensado das demonstrações que pretendias fazer. Pensei melhor sobre o caso e tomei nova resolução. Seria uma indignidade que eu tentasse ferir com o ridículo os meus mais dedicados súditos!
- A grande mágica, ó Rei! – proclamou o sábio ocultista, arrebatando avidamente as moedas – acaba de ser por vós praticada. Com o amarelo do ouro conseguistes apagar o azul da vela!

novembro 26, 2005

É Sabedoria Viver


O Luiz Alberto nos manda esse conjunto de reflexões que recebeu via net:

O irrecuperável

Nunca esqueça que existem quatro coisas na vida que não se recuperam :
1) A pedra - depois de atirada;
2) A palavra - depois de proferida;
3) A ocasião - depois de perdida;
4) O tempo - depois de passado.

O prevenir

1. Dê mais às pessoas do que elas esperam, e faça-o com alegria.

2. Case com alguém com quem você goste de conversar.
À medida em que vocês forem envelhecendo, seu talento para a conversa se tornará tão importante quanto os outros todos.

3. Não acredite em tudo o que ouve; Não gaste tudo o que tem; Não durma tanto quanto gostaria.

4. Quando disser "eu te amo", seja sincero.

5. Quando disser "sinto muito” olhe nos olhos da pessoa.

6. Fique noivo pelo menos durante seis meses antes do casamento.

7. Acredite no amor à primeira vista.

8. Nunca ria dos sonhos dos outros. Quem não tem sonhos tem muito pouco.

9. Ame profundamente e com paixão. Você pode se ferir, mas é o único meio de viver uma vida completa.

10. Quando se desentender, lute limpo. Por favor, nada de insultos.

11. Não julgue ninguém pelos seus parentes.

12. Fale devagar mas pense depressa.

13. Quando lhe fizerem uma pergunta a que não quer responder, sorria e pergunte; "Porque deseja saber?"

14. Lembre-se que grandes amores e grandes realizações envolvem grandes riscos.

15. Diga "saúde" quando alguém espirrar.

16. Quando você perder, não perca a lição.

17. Recorde-se dos três "R": Respeito por si mesmo; Respeito pelos outros; Responsabilidade pelos seus atos.

18. Não deixe uma pequena disputa afetar uma grande amizade.

19. Quando notar que cometeu um engano, tome providências imediatas para corrigí-lo.

20. Sorria quando atender o telefone. Quem chama vai percebê-lo na sua voz.

21. Passe algum tempo sozinho e reflita.

novembro 17, 2005

O que existe?

A Licia nos conta uma historieta em que um professor que não acreditava em Deus desafiou seus alunos com esta pergunta:
- Deus fez tudo que existe?
Um estudante respondeu corajosamente:
- Sim, fez!
- Deus fez tudo, mesmo? – replicou o professor.
- Sim, professor - respondeu o jovem.
O professor instou :
- Se Deus fez todas as coisas, então Deus fez o mal, pois o mal existe, e considerando-se que nossas ações são um reflexo de nós mesmos, então Deus é mal.
O estudante calou-se diante de tal resposta e o professor, feliz, se vangloriava de haver provado uma vez mais que a Fé era um mito.
Outro estudante levantou sua mão e disse:
- Posso lhe fazer uma pergunta, professor?
- Sem dúvida. - respondeu-lhe o professor.
O jovem ficou de pé e perguntou:
- Professor, o frio existe?
- Mas que pergunta é essa? Claro que existe, você por acaso nunca sentiu frio? – afirmou o professor.
O rapaz replicou:
- Na verdade, professor, o frio não existe. Segundo as leis da Física, o que consideramos frio, na realidade é ausência de calor. Todo corpo ou objeto pode ser estudado quando tem ou transmite energia, mas é o calor e não o frio que faz com que tal corpo tenha ou transmita energia. O zero absoluto é a ausência total e absoluta de calor, todos os corpos ficam inertes, incapazes de reagir, mas o frio não existe. Criamos esse termo para descrever como nos sentimos quando nos falta o calor.
Aproveitando a indecisão do professor, o rapaz continuou:
- E a escuridão, existe?
- O professor respondeu com convicção:
- Mas é claro que sim!
O rapaz prosseguiu:
- Novamente o senhor se engana, a escuridão tampouco existe. A escuridão é na verdade a ausência de luz. Podemos estudar a luz, mas a escuridão não.O prisma de Newton decompõe a luz branca nas varias cores de que se compõe, com seus diferentes comprimentos de onda. A escuridão não. Um simples raio de luz rasga as trevas e ilumina a superfície que a luz toca. Como se faz para determinar quão escuro está um determinado local do espaço? Apenas com base na quantidade de luz presente nesse local, não é mesmo? Escuridão é um termo que o homem criou para descrever o que acontece quando não há luz presente.
Finalmente, o jovem estudante perguntou ao professor:
- Diga, professor, o mal existe?
Ele respondeu:
- Claro que existe. Como eu disse no início da aula, vemos roubos, crimes e violência diariamente em todas as partes do mundo, essas coisas são o mal.
Então o estudante concluiu:
- O mal não existe, professor, ou ao menos não existe por si só. O mal é simplesmente a ausência de Deus. É, como nos casos anteriores, um termo que o homem criou para descrever essa ausência de Deus. Deus não criou o mal. Não é como a Fé ou o Amor, que existem como existe a Luz e o Calor. O mal resulta de que a humanidade não tenha Deus presente em seus corações. É como o frio que surge quando não há calor, ou a escuridão que acontece quando não há luz.

novembro 11, 2005

O horizonte


A Regiane me contou uma lenda que é assim...Certa vez alguém chegou no céu e pediu pra falar com Deus porque, segundo o seu ponto de vista, havia uma coisa na criação que não tinha nenhum sentido.
Deus o atendeu de imediato, curioso por saber qual era a falha que havia na Criação.
- Senhor Deus, sua criação é muito bonita, muito funcional, cada coisa tem sua razão de ser. Mas no meu ponto de vista, tem uma coisa que não serve para nada - disse aquela pessoa para Deus.
- E que coisa é essa que não serve para nada? - perguntou Deus.
- É o horizonte. Para que serve o horizonte? Se eu caminho um passo em direção ao horizonte, ele se afasta um passo de mim. Se caminho dez passos, ele se afasta outros dez passos. Se caminho quilômetros em direção ao horizonte, ele se afasta os mesmos quilômetros de mim... Isso não faz sentido! O horizonte não serve pra nada.
Deus olhou para aquela pessoa, sorriu e disse:
- Mas é justamente para isso que serve o horizonte...para fazer-te caminhar!

novembro 04, 2005

O Guardião do Mosteiro

Com a morte do guardião de um mosteiro zen-budista, foi preciso encontrar um substituto.
Certo dia, então, o grande Mestre convocou todos os discípulos para descobrir quem seria o novo sentinela.

O Mestre, com muita tranquilidade, falou:

- Assumirá o posto o monge que conseguir resolver primeiro o problema que eu vou apresentar.

Então ele colocou uma mesinha magnífica no centro da enorme sala em que estavam reunidos e, em cima dela, pôs um vaso de porcelana muito raro, com uma rosa amarela de extraordinária beleza a enfeitá-lo. E disse apenas:

- Aqui está o problema!

Todos ficaram olhando a cena: o vaso belíssimo, de valor inestimável, com a maravilhosa flor ao centro!

O que representaria? O que fazer? Qual o enigma?

Nesse instante, um dos discípulos sacou a espada, olhou o Mestre, os companheiros, dirigiu-se ao centro da sala e ...Zapt!... destruiu tudo, com um só golpe.

Tão logo o discípulo retornou a seu lugar, o Mestre disse:

- Você é o novo Guardião. Não importa que o problema seja algo lindíssimo. Se for um problema, precisa ser eliminado.

Um problema é um problema, mesmo que se trate de uma mulher sensacional, um homem maravilhoso ou um grande amor que se acabou. Por mais lindo que seja ou tenha sido, se não existir mais sentido para ele em sua vida, deve ser suprimido.

Muitas pessoas carregam a vida inteira o peso de coisas que foram importantes no passado, mas que hoje somente ocupam espaço um lugar indispensável para criar a vida.

Os orientais dizem: “Para você beber vinho numa taça cheia de chá, é necessário primeiro jogar fora o chá para, então, beber o vinho”.