setembro 16, 2005

De Passagem

No século passado, um americano em viagem, fez uma visita ao respeitado rabino polonês, Hofetz Chaim.

O rapaz ficou atônito ao ver que a casa do rabino era somente um quarto simples cheio de livros, com uma mesa e um banco.

“Rabino”, perguntou o rapaz, “onde está sua mobília?”

“Onde está a sua?”, replicou Rabi Hofetz Chaim.

“A minha?”, perguntou confuso, o americano.

“Mas eu só estou de passagem.”

“Eu também”, respondeu o rabino, “eu também.”

Passará

Havia, certa vez, um rei sábio e bom, que já se encontrava no fim de sua vida.
Certo dia, pressentindo a chegada da morte, chamou seu único filho, que o sucederia no trono, tirou dos dedos dois anéis e deu-os a ele dizendo:
- Meu filho, quando fores rei, leva sempre contigo estes dois anéis. Em cada um deles há uma inscrição. Quando estiveres vivendo situações extremas de glória tira o anel com a pedra verde e lê o que há neles. Se, entretanto, estiveres passando por situações extremas de dor, tira o anel com a pedra vermelha e lê o que há nele.
E o rei morreu, e seu filho passou a reinar em seu lugar, sempre usando os anéis que o pai lhe deixara.
Passado algum tempo, surgiram conflitos com um reino vizinho, que acabaram culminando numa terrível guerra.
O jovem rei, à frente do seu exército partiu para enfrentar o inimigo. No auge da batalha, seus companheiros lutavam bravamente; mortos, feridos, tristeza, dor, o rei lembra-se dos anéis; tira o anel de pedra vermelha e lê a inscrição:
- isto também passará.
E ele continua a luta. Perde batalhas, vence outras tantas, mas ao final, sai vitorioso. Retorna, então, ao seu reino e, coberto de glória, entra em triunfo na cidade. O povo o aclama. Neste momento ele se lembra do seu velho e sábio pai. Tira o anel de pedra verde e lê:
- isto também passará.